Rodrigo Novais: 39 Anos de Paixão pelo Mangalarga e a Arte da Criação

No episódio especial da Cozinha da Central da Marcha, Rodrigo Novais, proprietário do Haras Espinhaço e sócio da Espinhaço Agropecuária, compartilhou sua trajetória, filosofias de criação e os desafios do mundo do cavalo Mangalarga. Com humor e profundidade, o bate-papo revelou segredos de uma criação de sucesso, a importância da família e as novidades do leilão do Haras Espinhaço.

 

A Jornada de 39 Anos no Mangalarga

Rodrigo Novais iniciou sua história com os cavalos há quase quatro décadas, seguindo os passos de seu pai. O Haras Espinhaço, localizado em Botucatu (SP) e com extensão no Mato Grosso, é referência na raça Mangalarga, destacando-se pela qualidade genética e pelo método de criação único:

  • Seleção rigorosa: Os animais são recriados no haras até os 30 meses, quando são avaliados para reprodução ou competição.
  • Foco na rusticidade: Cavalos criados a pasto, adaptados tanto ao clima temperado de São Paulo quanto ao seco do Mato Grosso.
  • Valorização da lida: Os cavalos são usados no manejo do gado, garantindo funcionalidade e resistência.

“A gente não vende potro novinho. Prefiro recriar aqui, castrar e levar para o Mato Grosso do que vender um ‘descarte’.”

 

Os Segredos do Sucesso: Genética e Paciência

Rodrigo destacou a importância de investir em genética externa, mesmo com um plantel consolidado:

  • Renovação constante: Adquirir garanhões e éguas de outros criatórios para evitar endogamia e trazer novos atributos.
  • Exemplos de sucesso: Animais como Roma do Espinhaço e Etna do Espinhaço, campeões nacionais, foram descobertos apenas após a recria, sem pressão de pista.
  • Leilões estratégicos: O Haras Espinhaço seleciona a dedo os lotes para leilão, priorizando animais com genética comprovada, como Herdeira e Imperador, campeões nacionais.

 

Cavalgadas e Família: A Essência do Mangalarga

Para Rodrigo, cavalgar é mais que um hobby—é um estilo de vida:

  • Mangalargada: Modalidade que mistura enduro e regularidade, promovendo convívio entre famílias e criadores.
  • Integração com a fazenda: Os cavalos são usados no dia a dia da lida com gado, garantindo versatilidade.
  • Legado familiar: Seus filhos, Felipe e Gabriela, já participam de provas, mantendo viva a tradição.

“A melhor forma de olhar seu gado é a cavalo. E a melhor forma de criar cavalo é com a família junto.”

 

Desafios e Mudanças nas Exposições

Como diretor de exposições da associação da raça, Rodrigo comentou as novidades para 2025:

  • Limitação de apresentadores: Cada criador poderá levar apenas dois profissionais por evento, reduzindo custos para pequenos criadores.
  • Categorias por volume: Divisão das classes conforme o número de inscritos, garantindo mais equilíbrio.
  • Nacional em julho: Retomada do calendário antigo, com impactos na preparação dos animais e na estação de monta.

🔹 Assista o episódio completo no YouTube da Central da Marcha.

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